The Mists of Avalon
Cuidado, pode haver spoilers.
Sentada aqui agora de frente à essa tela, apenas duas perguntas cruciais se fazem em minha mente: Por que não li esse livro antes? E…
Como vou resenhar tudo isso?
Sou suspeita para falar desse livro. Desde que era criança sou apaixonada por magia, bruxas, lendas, dragões, monstros, cavaleiros, e toda essa aura perfeita que envolve Avalon, suas sacerdotisas e sua Senhora do Lago. Por muito tempo andei à procura de exemplares decentes das Brumas por sebos e mais sebos, já que minha lista de leitura não é pequena, e eu sempre tinha mais e mais para comprar. Até que ano passado, em novembro, se não estou enganada, encontrei minhas preciosidades. Eram livros usados e marcados por nomes de seus antigos donos, mas isso não foi problema para mim. Os adotei com carinho, prometendo a mim mesma que os leria o mais depressa possível, e foi só nessas férias de dezembro e janeiro que tive tempo para tal feito.
Só para começar, a personagem central, já me encantou, desde menina. Morgana tem uma personalidade divina. É forte e decidida em suas ações, como uma sacerdotisa precisa ser. Gosto da maneira como ela age, não se rebaixando aos outros homens, tal qual como Viviane faz, em todo seu majetoso (e por que não dizer, minúsculo) porte. Marion traça uma narrativa paralela às batalhas do Rei Artur, que nem por isso é desmerecida, ou seu brilho extinguido. A cada página, temos uma nova concepção dos personagens. Em uma página, estamos o amando, e na outra, quando seguimos os olhos pela narrativa, corre em nossas veias o asco, a raiva, que muitas ações deles nos fazem passar. Isso foi o que me aconteceu diversas vezes, principalmente com Igraine. Em algumas páginas, a reconhecia como filha de Avalon, mas após a morte de Gorlois, em que ela entregou-se a Uther, deixando praticamente seus dois filhos de lado, a ira subia-me à cabeça, e muitas vezes conversei sozinha com o livro, insultando-a dos piores nomes que disponho em meu vocabulário.
O livro pode ter recebido muitas críticas negativas pelo seu excesso de feminismo ou pelas distorções que faz na trama (que não sabemos qual a original) da lenda do Rei Artur. Continuo achando uma narrativa brilhante, mágica, e ao menos para mim, eterna. Por isso, é uma de minhas favoritas, e merece o meu voto de cinco estrelas, sem dúvida alguma.
Postada em: http://www.skoob.com.br/estante/livro/18742322
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